Porque é mais difícil controlar a assiduidade em obra
Num escritório, há uma porta de entrada e um horário estável. Numa empresa de construção, a realidade é outra:
- equipas dispersas por várias obras, por vezes em concelhos diferentes;
- estaleiros sem instalações fixas e, muitas vezes, sem rede;
- colaboradores que mudam de obra durante a semana;
- folhas de horas em papel entregues ao encarregado no fim da semana;
- horas imputadas à obra errada, o que distorce o custo de cada projeto.
O que a lei exige, também no estaleiro
O artigo 202.º do Código do Trabalho obriga o empregador a registar as horas de início e fim do trabalho e os intervalos de cada trabalhador, de forma a apurar as horas por dia e por semana. Para trabalho fora das instalações da empresa, o registo tem de ser assinado pelo trabalhador no regresso, ou chegar à empresa assinado no prazo de 15 dias.
Um registo digital feito no momento, no local da obra, cumpre esta exigência sem depender de papéis que circulam entre o estaleiro e o escritório. O guia sobre registo de tempos de trabalho explica a lei em detalhe.
1. Registe no momento, no sítio certo
Escolha o método de picagem em função de cada obra:
- App no telemóvel com geofencing: a picagem só é aceite dentro da área definida para a obra.
- Terminal físico no estaleiro: útil quando muitos colaboradores entram à mesma hora.
- Um tablet partilhado com reconhecimento facial: um único dispositivo serve toda a equipa, sem cada pessoa precisar de smartphone.
2. Garanta que quem pica é quem diz ser
Em equipas grandes, a picagem por um colega é um risco real. A verificação facial no momento do registo resolve o problema. A Lei n.º 58/2019 admite o uso de dados biométricos dos trabalhadores para controlo de assiduidade, desde que se usem representações não reversíveis. Saiba mais sobre o BioFaceID.
3. Prepare-se para zonas sem rede
Caves, túneis e obras em zonas remotas têm pouca ou nenhuma rede. Com a picagem offline, o registo fica guardado no dispositivo e sincroniza quando a ligação regressa. Veja como funciona o modo offline.
4. Associe as horas a cada obra
Saber que alguém trabalhou 8 horas não chega: é preciso saber em que obra. Ao associar cada registo a um centro de custo, obtém o custo real de mão de obra por projeto e compara-o com o orçamentado ainda durante a obra, e não só no fecho.
5. Planeie turnos e escalas por obra
Com turnos e escalas planeados numa só plataforma, o encarregado vê quem está alocado a cada frente de trabalho e as ausências previstas, e ajusta a equipa antes de o problema chegar à obra.
6. Controle também os EPIs
A entrega de equipamentos de proteção individual deve ficar registada por colaborador, com data e validade. Centralizar esta informação junto da assiduidade facilita auditorias de segurança e evita que alguém entre em obra com equipamento fora de prazo. O módulo de Gestão de EPIs da uClockit, disponível em breve, junta atribuição, validades, prova fotográfica e assinaturas na mesma plataforma.
